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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cortinas

"Está na hora de entrar. As batidas do meu coração se mesclam com o timbre da orquestra, graves, ritmados. Faço isso há anos, porém, nunca consigo apaziguar-me nos momentos procedentes ao início. Sempre nervosa. Sempre arredia. Sempre com aquela sensação de que algo dará errado.

Nunca aconteceu nada.

Posiciono-me diante da cortina, ouvindo o locutor anunciar os presentes atores, e seus respectivos papéis. Ouço a platéia aplaudindo, mas o som será intensificado ao retirar das cortinas.

Penso nas sentensas inicias, referentes à mim. Falo-as em voz baixa, observando aonde irei ao terminá-las. Até mesmo reconheço as referentes aos outro atores, pois dedico-me a tal peça desde sempre.

Para a platéia, são apenas transcorridos alguns segundos para a iniciação do espetáculo. Para os atores, são momentos de retrospectiva, anos de experiencia sendo retomados para ratificar a ausencia de erros no momento de decisão.

Essas memórias são vistas calmamente, então.

Até as cortinas se retirarem, e o público aplaudir de pé."


Bý Mariana, Recuse Imitações.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Desculpaaaaaaa *_*

Sérião gente, desculpa mesmo, fazem alguns milênios que eu não posto nessa joça, mais beleza, quem liga? eu, HAHA.

Não colo.
Vamos explicar a situation:
1. inspiração = 100%, mãããs, to sem ideias
2. sem tempo (nao me culpem)
EXPLICANDO PORQUE ESTOU SEM TEMPO:
1. dormindo mais de 12hrs por dia =D
2. lendo no tempo que eu não estou dormindo =D²

Boooom genteem, eu PROMETO PRA VOCES, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃOZINHOINHO, queee eu vou postar uma redação bem legal pra vcs, topam? hehe, brigado por ainda visitarem o blog, se vcs ainda visitam *_*

Beijos na Bunda e até Segunda ( ou antes, hehe)

sábado, 3 de julho de 2010

Desistência

"Por que fizera aquilo? Não há resposta, o que está feito, está feito. Ação ridícula, momento inesperado. Semanas preparando-me para agradá-lo, dias escolhendo maquiagem, sapatos, roupas, jóias, falas, sorrisos, olhares. Tudo em vão. Intenções mudam assim como os dias passam. Estava pronta para entrar e encontrá-lo, revê-lo finalmente, matar quem me matava, a saudade.

Mas desisti.
Ao chegar a frente do recinto, dei as costas, saí andando, sem olhar para trás. Minha mente transformou-se num turbilhão de sentimentos, uma confusão sem saída. Engalfinhei-me nelas, na esperança de que pudesse realmente saber pelo qual motivo fora ao salão. Não encontrei nada. Apenas ele, mas nada significava, apenas a saudade, a pressa de encontrá-lo.
Descalça, corro por todos os lados, desvairada, à sua procura. Subtamente, paro. Ele ficou para trás. Não há mais volta.
Princesa sem príncipe, abandonei-o por conta própria. Talvez, algum dia veja-o novamente.
Provavelmente não."

Gente, mals pela postagem eu sei que tá uma porcaria, a pouca inspiração que eu tive foi da Olivia Zerbini, mas eu tou com zero de ideias. Prometo que amanha posto algo melhor.

Bý Mariana, Recuse Imitações.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Conto de Fadas

"Entro no salão, a batida da música segue meus passos, dançantes, alegres. Tantos rostos cobertos, tantas máscaras exuberantes, tantos rostos desconhecidamente conhecidos, amigos sem nome, no ritmo da música dançam.

Logo, sinto-me hipnotizada pelo som. Envolvo-me nas pessoas, concentro-me nos movimentos. Hora de festa, hora de alegria, hora de despreocupação. Observo uma máscara esbelta, pertencente a um corpo alto, robusto. Sorrio distraídamente em sua direção, meu sorriso é retribuído. A figura anda em direção a mim, no embalo da melodia eletronizada.
Dançamos juntos, em meio a risadas descontrídas e coreografias improvisadas. Não sei seu nome, não sei seu rosto. Seus olhos lápis-lazúli são a única coisa visível em seu rosto, além da boca, e seus cabelos pretos e levemente cacheados. No momento, não sinto-me mais hipnotizada pela balada, mas por seus olhos claros, como jóias, quero-as para mim. Para sempre.

Já está tarde, e não há mais como permanecer com meu mascarado de olhos azuis. O sonho acabou, está na hora de viver a realidade, acabou a magia da música.
Volto para casa, com uma esperança de reencontrá-lo acima do normal. Daria tudo para ver aqueles olhos outra vez, para saciar minha fome, meu desejo, minha necessidade. Apenas uma vez, de novo, uma. Mas não há como, principes encantados não existem, apenas nos sonhos.
Está na hora de ir para a realidade.

Atrasada, vou correndo para o metrô, correndo com meu material bagunçado. Quase não presto atenção nas pessoas ao meu redor, nem mesmo penso nos olhos mágicos. Só não posso me atrasar mais. Subtamente, ocorre um baque. Choco-me com alguém, e minhas coisas vão ao chão. É um rapaz, e ele ajuda-me a recolher meus pertences, e ao entregá-los, olha diretamente para meu rosto. Seus olhos azuis me encantam.
- Desculpe, mas já nos vimos antes? - pergunta ele.
- Não, tenho certeza que não. - respondo com um sorriso malicioso nos olhos.
Mentiras podem ser boas, e não havia um motivo para dizer a verdade.

Contos de fadas existem, assim como seus príncipes, pois eu reencontrei o meu, assim como desejei."

Bý Mariana, recuse imitações.